sábado, 10 de novembro de 2007

NIGHT BIKERS

Lazer noturno sobre duas rodas







Você que adora pedalar mas não quer enfrentar o calor do dia, o trânsito infernal, os perigos da cidade grande e não tem tempo de sobra, tenha calma e não desanime: junte-se aos Night Bikers. Além de praticar uma atividade física considerada pelos especialistas como das melhores para manter a boa forma e aumentar a qualidade de vida, você também poderá integrar-se a um grupo de pessoas descontraídas e que procuram ajudar uns aos outros da melhor forma possível.

A pioneira Renata Falzoni ao fundar o Night Bikers Clube em 1989, fez de São Paulo o primeiro estado brasileiro a praticar essa atividade, que hoje conta com uma gama de percursos e inúmeros praticantes. Outras cidades brasileiras como Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Aracaju também já aderiram a pratica dos passeios noturnos de bicicleta.

Em São Paulo existem vários grupos regulares e saídas para passeios noturnos quase todos os dias da semana, os mais conhecidos como o já citado Night Bikers Clube (
http://www.nightbikers.com) e o CAB – Clube dos Amigos da Bike (http://www.cab.com.br), disponibilizam em seus sites a programação da semana e várias outras informações sobre o mundo das pedaladas.

O guia José Maria Caminha ou “Zé”, como é chamado pelos colegas, aos 41 anos de idade, mais de 20 anos em contato com as “magrelas”, e uma experiência de 8 anos e meio como dono de loja especializada (
http://www.biketime.com.br) e realizando passeios, afirma que só adquiriu maior conhecimento sobre a cultura da bike, após uma temporada de 8 anos morando na Inglaterra. “Lá eles usam a bicicleta em prol de qualidade de vida, agora os brasileiros estão começando a tomar esse tipo de atitude, o que é muito bom”.

Porém, no Brasil a bicicleta ainda é vista por muitos, apenas como meio de transporte das classes baixas e como lazer de fim de semana, não lembram de seu uso para melhora da qualidade de vida como um todo. Afinal se mais pessoas usarem suas bikes como meio de transporte no dia-a-dia, certamente ocorrerá melhora na qualidade do ar e redução do sedentarismo, resultando em benefícios para toda sociedade.

“Sobre os passeios noturnos, tentamos mostrar aos praticantes dessa atividade, como a vista de certos lugares da cidade de São Paulo é diferente ao passar de bicicleta. O centro velho, por exemplo, é maravilhoso, e não é tão perigoso como todo mundo pensa. Esse é um mito que precisa ser quebrado”, disse José Maria.

Durante todos esses anos como guia José Maria nunca presenciou um acidente, roubo ou qualquer ameaça. Ele atribui esta segurança à forma como o grupo faz os passeios, com todos sempre bem concentrados, unidos e respeitando o trânsito, o que é mais importante. “É preciso saber entrar no ritmo de São Paulo. Não precisa se preocupar, você não será agredido”, disse.

Uma característica dos grupos de bicicleta é a preocupação mútua. Todos tentam se ajudar e um dos principais objetivos dos passeios noturnos é justamente a integração das pessoas. “Você pode interagir com pessoas diferentes do seu convívio diário, trocar idéias, espairecer, mas sem esquecer de pedalar”, falou Zé.

Existem regras básicas de segurança que devem ser seguidas, como o uso do capacete e de uma sinalização luminosa, além dos cuidados com a manutenção preventiva da bicicleta e noções básicas de primeiros socorros. Para manter o grupo sempre próximo os passeios são feitos com dois guias, um no começo e outro no final da fila, eles se comunicam por celular ou rádio sempre que ocorre algum imprevisto.

O trecho a ser percorrido muitas vezes é decidido minutos antes da saída e a forma de administrar o percurso é particular dos guias. José Maria não usa rota pré-estabelecida, prefere o tempo como fator determinante. Os passeios duram por volta de 2 horas e a distância varia muito, quando tem algum iniciante fica em torno de 16 km, já nos grupos mais experientes é possível alcançar marcas superiores a 30 Km, mas a distância não é o objetivo.

Além dos passeios noturnos pela Capital, alguns guias costumam organizar viagens pelas cidades das redondezas em busca de mais contato com a natureza, trilhas, rapel e rafting, são algumas das atividades que completam o passeio de bicicleta fora do asfalto.

Procurar uma loja especializada é a melhor forma para quem quer começar bem, pois existem bicicletas adequadas para todo tipo de pessoa, faixa etária e socioeconômica. “Existem pessoas que não pedalam por medo ou por achar que não se encaixam em certo padrão. Não existe padrão. Tem bike para terceira idade, para pessoas com problemas de peso, enfim, é só estar disposto e vir pedalar que você será bem acolhido em qualquer grupo. Pode ter certeza” salienta José Maria.

Diante da realidade caótica do trânsito e das grandes lotações nos transportes públicos das grandes capitais, o uso da bicicleta para se locomover seria uma boa saída para muita gente. Pensem nisso.


domingo, 4 de novembro de 2007

Ginastica na Escola


Para falar da Ginástica Olímpica nas escolas brasileiras, precisamos voltar um pouco no tempo e lembrar a história deste esporte tão completo, até chegar aos dias atuais e ao que acontece com a sua prática no nosso país.

A palavra Ginástica já foi sinônimo de Educação Física. Isso remonta ao final do século XIX, quando aconteceram as primeiras tentativas efetivas de regulamentação da Educação Física ou Ginástica, como era chamada na época, nas escolas brasileiras.

Naquela época havia dois tipos de ginástica praticadas nas escolas, a Ginástica de Quarto, que era executada dentro das salas de aula por entre as carteiras estudantis, e a Ginástica Alemã, mais voltada para a melhoria do condicionamento físico dos alunos, do sexo masculino, com o uso de exercícios que exigiam, entre outras coisas, muita disciplina.
Como a Ginástica Alemã tinha um viés militar e autoritário não foi bem aceita, vindo a ser substituída por uma nova modalidade chamada de Ginástica Sueca, esta parecia ser mais adequado à realidade da escola, pois objetivava apenas desenvolver nas crianças o vigor físico necessário ao equilíbrio da vida, a preservação da pátria e da saúde.
Em 1951 este esporte foi oficialmente introduzido no Brasil como Ginástica Olímpica, devido à sua filiação à Confederação Brasileira de Desporto (atual COB – Comitê Olímpico Brasileiro) e a filiação do Brasil a FIG – Federação Internacional de Ginástica, neste mesmo ano aconteceu o primeiro Campeonato Brasileiro de Ginástica Olímpica, realizado no estado de São Paulo.
Desde Ilona Peuker, treinadora húngara, responsável pela introdução e propagação a ginástica moderna, hoje denominada G.R.D. (Ginástica Rítmica Desportiva), até Adriana Alves, a primeira treinadora de Daiane dos Santos, o envolvimento dos diversos profissionais que acreditaram na Ginástica Olímpica teve importante contribuição, para que os atletas brasileiros atingissem os níveis de rendimento atuais.
Porém a realidade da ginástica nas escolas do Brasil parece ser um pouco diferente, onde sua prática é quase inexistente, seja por falta de equipamentos, espaço ou mesmo professores qualificados. Nota-se que a maior parte dos atletas de alto rendimento pratica o esporte em clubes bem equipados e com o apoio de professores bem preparados.
Segundo a Professora Dra. Marilia Velardi, especialista na formação de Profissionais de Educação Física com a matéria Ginástica, “o que torna difícil a um professor inexperiente ou que não tenha refletido em sua formação sobre o esporte na escola, lançar mão do ensino das ginásticas na escola é o padrão estabelecido pela modalidade, além de ser um esporte considerado difícil de ser praticado, de pouca acessibilidade e de alto custo, devido à necessidade de aparelhos”. Acredita ainda que projetos como o “Crescendo com Ginástica” criado na década de 90 na Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas (FEF-Unicamp), pelas professoras Vlma Leni-Nista Piccolo e Elizabeth Paoliello Machado de Souza, onde “a idéia das professoras era desmistificar as modalidades ginásticas: artística, rítmica, acrobática, como modalidades difíceis, perigosas e, portanto, inacessíveis a maior parte das pessoas. O brincar, considerado como um direito da criança e uma das básicas necessidades para seu desenvolvimento era o ponto central da proposta desenvolvida nas aulas: brincar de fazer ginástica ou fazer brincando”, podem ser essenciais para começar a mudar esse quadro. Se a ginástica fosse vista desta forma, provavelmente teríamos mais escolas incluindo este esporte em seu currículo, pois é exatamente assim que o futebol é encarado na maior parte das escolas, como uma brincadeira.
Sem contar que a partir desse projeto, “paulatinamente foram sendo desenvolvidas estratégias para uma melhor organização e aproveitamento das aulas, o que redundou na criação de um método de ensino e no desenvolvimento de inúmeras pesquisas com base nos dados coletados”, acrescentou.

Ao ser questionada sobre o que deveria ser feito para que mais crianças pratiquem ginástica nas escolas, “na realidade penso numa prática esportiva democratizada. Penso que todas as crianças deveriam ter acesso às práticas esportivas, não com o objetivo de seleção de atletas, mas com o objetivo da vivência da prática, da descoberta do prazer que o "saber fazer" proporciona. Da descoberta dos componentes culturais da prática da atividade, fazer algo me faz sentir pertencente à cultura que pratica. Professores capacitados e sabedores desse direito, educadores compromissados com as crianças e jovens, capazes de tornar acessível a prática através da adaptação dos recursos, essa seria chave”, finalizou.
Mais um dos frutos do Projeto Crescendo com a Ginástica, foi o Projeto Imagynação idealizado pela Professora Laurita Schiavon, mestre em Estudos da Ginástica pela FEF-UNICAMP e doutoranda da mesma instituição, que resolveu dar continuidade das atividades gímnicas desenvolvidas ali, aplicando-as em escolas. Na entrevista abaixo, ela esclarece melhor o surgimento do Projeto Imagynação.
Rosi - De onde surgiu a idéia do projeto?
Laurita - O projeto Imagynação surgiu em 1996 a partir do "projeto Crescendo com a ginastica"(PCG), desenvolvido na Faculdade de Educação Física da UNICAMP como extensão à comunidade. Depois de formada pensei em levar este projeto para fora da universidade, onde mais crianças fossem atingidas. Então levei como aulas extracurriculares em escolas, que era a forma mais viável e rápida de conseguir estar nas escolas.

Rosi - Quais as principais características do projeto?

Laurita - Visa a iniciação esportiva com duas modalidades: Ginástica Artística e Ginástica Rítmica e com aulas mistas (meninos e meninas).

Rosi - Quais (quantas) as pessoas envolvidas e até que ponto cada uma continua no projeto?
Laurita – Mais de 30 profissionais já passaram pela Imagynação. Eles começam como estudantes/estagiários, acompanhando um professor e quando se formam e sentimos que ele está preparado e se sente seguro, assume uma nova turma de alunos.

Rosi - Quais as dificuldades/barreiras? valores (financeiro)? espaço físico envolvido?
Laurita - Dificuldade é encontrar professores bem capacitados, com carisma e responsáveis. Só trabalho com esse perfil, então tenho um número reduzido de professores. Poderia crescer mais, mas faltam profissionais comprometidos e que tenham esse perfil. As crianças pagam R$50,00 por mês por duas aulas semanais. Espaço pode ser um gramado, uma sala, um pátio, uma quadra, pois o nosso diferencial é que nossos materiais são desmontáveis e podem ser montados a cada aula.

Rosi - Como foram solucionados os problemas?
Laurita - Temos atualmente um número maior de estagiários para capacitarmos do jeito que gostaríamos e os materiais desmontáveis foram desenvolvidos para que a ginástica artística possa estar em qualquer espaço.

Rosi - O projeto ainda esta ativo?
Laurita - Sim. Em Campinas, Itatiba e Rio de Janeiro, onde temos uma parceria com a ex-ginasta Luisa Parente.

Rosi - Qual o público alvo? e quantos alunos o projeto mantêm ou manteve?
Laurita - Crianças de 3 a 12 anos. Já passaram por nós cerca de 1000 crianças

Rosi - Em sua opinião qual a maior dificuldade para a ginástica ser aplicada nas escolas públicas e porque não é tão difundida como outros esportes (futebol, volei) no Brasil?
Laurita - Em minha dissertação de mestrado, pude verificar 3 principais dificuldades: o professor não sabe o conteúdo a ser ensinado, não sabe como ensinar (método) e não tem materiais, mas o maior problema mesmo é a falta de conhecimento, pois quando se tem conhecimento o profissional consegue adaptar materiais. Não é tão difundida por essas dificuldades e porque os órgãos responsáveis não possuem projetos de massificação da modalidade, onde muitas crianças possam ter acesso.

Todo ano é realizada a Copa Imagynação de Ginástica Artística com cerca de 400 crianças. Esse ano será no dia 11/11/07 no Clube Campinero de Regatas e Natação. Para maiores informações entrar em contato pelo e-mail lauritaschi@hotmail.com.
com.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Crise na Confederação Brasileira de Desportos para Cegos

Por Rosimery Velozo

Falta de patrocínio pode prejudicar atletas com deficiência visual.

Após o sucesso dos III Jogos Mundiais de Cegos, que aconteceram entre 28 de julho e 08 de agosto em São Paulo e São Caetano do Sul (SP) e dos Jogos Pan-americanos Rio 2007, a CBDC – (Confederação Brasileira de Desportos para Cegos) esta atravessando um período difícil por falta de recursos, até mesmo o cronograma de competições ainda não esta confirmado o que pode acarretar no cancelamento de alguns jogos que estavam previstos para os próximos meses.
O mais impressionantes é que apesar de todo sucesso nos Jogos Mundiais onde nossos atletas atingiram resultados incríveis, tanto que o Brasil acabou em terceiro lugar no quadro geral de medalhas e foi o grande campeão do atletismo. Somos os melhores do mundo na modalidade! Os recursos financeiros provenientes de apoios e patrocínios não foram suficientes para cobrir os custos da competição, que foi o maior evento realizado pela Confederação ao longo dos seus 23 anos de existência, o que deixou a CBDC (Confederação Brasileira de Desportos para Cegos) com um déficit de cerca de R$1,5 milhão.
Segundo carta do Presidente David Farias Costa publicada no site oficial
www.cbdc.org.br , este é apenas mais um momento de dificuldade que a CBDC esta atravessando. “E assim como todos os outros, vamos superar! Temos certeza disso!” e mais “Sabemos da importância do nosso trabalho, fazemos com base numa ideologia sólida. Somos apaixonados por isso. E a recompensa de todo este trabalho serão os grandes resultados na Paraolimpíada de Pequim 2008”.
Aproveita também para divulgar que em breve haverá o lançamento da “CAMPANHA NACIONAL DE APOIO AO ESPORTE DE CEGOS”. Como uma das medidas para recuperar fundos e cumprir com compromissos já adquiridos.
Porém o que mais decepciona no nosso pais é que após a publicação desta carta nada nem ninguém se manifestou em prol desta instituição que sempre fez tudo que pôde para valorizar seus atletas. Recentemente soubemos que a situação está tão complicada que começaram a dispensar a maior parte dos funcionários.
Cadê nossos dirigentes? Onde estão o Comitê Paraolímpico Brasileiro, o Ministério do Esporte, a Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo e todos os outros órgãos relacionados. É mesmo verdade que nada será feito? O que mais precisa acontecer para alguém se mexer?
Veja carta na integra em:
http://www.cbdc.org.br/novo_site/midiabiblioteca/documentos/221/533.doc

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Arena no Vale


As 14 horas do dia 22 de setembro foi dada a largada para 24 horas de esportes em São Paulo. Foi a Virada Esportiva uma realização da Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação com a Prefeitura da cidade.

Um destaque foi a Arena no Vale, um campo montado em plano vale do Anhangabaú, patrocinado pela Federação Paulista de Futebol Society que forneceu juizes e mesários para acompanharem todo o evento. O primeiro jogo durou 1 hora e 15 minutos, com dois times femininos e a partir daí a cada 30 min as substituições dos jogadores aconteciam como são feitas no jogos tradicionais, sendo sempre um de cada vez e sem interromper o jogo, ou seja, não houve intervalos entre os jogos. Apesar disso em momento algum faltou voluntário para entrar no jogo, e em alguns horários havia até fila de espera.
Não estipularam limite de idade, mas os 631 participantes tinham entre 8 e 50 anos. Foram crianças, jovens, adultos, homens e mulheres que aos poucos formavam times por categorias. Entre pessoas que se organizaram para participar, como taxistas, garis, comerciários e motoboys, haviam aqueles que resolveram entrar no jogo ali mesmo. Com um total de 727 gols (media de 1,15 por jogador) em 24 horas, além de ter proporcionado uma integração esportiva para comunidade, há a possibilidade do evento entrar no livro dos recordes.

Além desta Arena foram mais de 230 locais espalhados pelos 4 cantos da cidade com atividades variadas como, corrida, natação, night bikers, dança, tênis de mesa e de quadra, ginástica, skate, peteca, vôlei, basquete, truco, xadrez, esgrima, yoga, futebol e muito mais.

Mais uma iniciativa para incentivar a prática de esportes, mobilizando um grande número de pessoas de todas as classes e idades.
Na opinião da profissional de Educação Física Regina Helena Conceição Oliveira, coordenadora da Arena no Anhangabaú, eventos deste tipo deveriam acontecer com mais freqüência, pois é a falta de materiais e locais adequados para a prática de esportes, que impede uma grande parcela da população de praticá-los.
“Este evento só provou que a população quer sim praticar esportes, e mais, tivemos aqui uma mostra de como através de um esporte podemos levar lazer e entretenimento a tantas pessoas diferentes, fazendo com que elas troquem experiências e sintam-se mais parte da comunidade onde vivem. Precisamos mobilizar mais nossa comunidade e nossos governantes em prol deste tipo de iniciativa” disse.

É isso aí pessoal, o esporte esta ganhando cada vez mais espaço e esperamos que as pessoas tenham acesso a sua prática de forma livre e fácil em ambientes públicos, como praças e parques bem estruturados.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Praia linda


Vou começar a falar de lugares maravilhosos por uma das praias mais lindas e virgens do nosso litoral, o nome da praia é Carro Quebrado, bem sugestivo e serve como um breve aviso, pois será preciso ter cuidado para chegar lá. Fica no litoral norte de Alagoas e além de atravessar de balsa o caminho é de terra, mas vale a pena, é um dos nossos paraísos, depois tem muito mais....

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Softbol

Falando um pouco de Softbol


Até pouco tempo atrás a maior parte dos brasileiros não sabia o que era o Softbol (Softball), porém a partir dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 isso começou a mudar.
Soft quer dizer leve, suave, o nome faz referência uma versão suave do Beisebol podendo ser jogado em espaços menores e cobertos. No Brasil isso influenciou uma maior participação feminina na prática deste esporte, além disso, não podemos deixar de mencionar que a maior parte dos praticantes é descendente de Japoneses.

A Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS) teve sua fundação em São Paulo no ano de 1946, apesar disso o número de praticantes no país só tornou-se mais expressivo a partir da década de 70.
Hoje, segundo dados da CBBS, são mais de 30.000 praticantes espalhados pela terra tupiniquim, 120 times e 55 campeonatos nacionais e internacionais por ano.

Apesar do empenho da CBBS na divulgação do esporte aparentemente ele não era tão conhecido pela massa de nossa população, mas antes disso o reconhecimento internacional já despontou, sendo o Brasil um exportador de atletas principalmente para o Japão uma das principais potências da modalidade.
Os principais destaques no mundo do softbol são EUA, Japão, Austrália e Nova Zelândia.

Na opinião da cubana Maritza Soria, treinadora de atletas da seleção brasileira há 8 anos, os resultados da nossa seleção só não são melhores pela falta de treinamento, disse “Apesar do Brasil ter atletas de qualidade, não temos uma rotina de treinamentos comparável à dos outros países, enquanto lá os treinos são diários, aqui nossa seleção só treina aos sábados e domingos, isso é muito pouco para atletas desse nível, deveríamos ter um centro de treinamento para Softbol tanto feminino quanto masculino, pois se principalmente as meninas tivessem um apoio desse tipo seriam melhores ainda”.

As categorias existentes são: mirim (até 12 anos), infantil (até 14 anos), júnior (até 16 anos), juvenil (até 19 anos), adulto (acima de 19 anos), lady (mín. 30 anos) e sênior (mín. 35 anos)

Nas competições nacionais o destaque é para a categoria adulto, a equipe Marília, com a vitória de 9 x 2 (called game na 5a entrada) sobre Maringá na final, conquistou o título da IV Taça Brasil de Softbol Feminino Interclubes Adulto. A competição foi disputada nos campos do Gigante, em São Paulo (SP).
Já para a seleção brasileira, além do Pan Rio 2007, competição em que o Brasil não obteve boa classificação ficando em penúltimo lugar, em abril deste ano participamos também da Copa Buenos Aires de Softbol ficando em 2o lugar, a seleção Argentina foi a campeã da disputa.
http://www.cbbs.com.br

domingo, 2 de setembro de 2007

Aventura no Ibirapuera

fotos: Julio Grande
Aventura no Ibirapuera

No dia 26 de agosto, foi encerrada a 8ª edição da Adventure Sports Fair. Os quatro pisos do Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, estavam repletos de stands atrativos e pelos corredores muita gente circulava em busca de uma novidade na área de aventura e esportes radicais.

A separação por setores só facilitou a visita. Os que se destacaram foram equipamentos, vestuários e calçados, turismo de natureza, bikes, veículos, esportes aquáticos, esportes aéreos e surf. Encontrava-se também alguns stands com artigos esportivos para academias e esportes tradicionais, porém o foco era mesmo a aventura. O segundo piso, por exemplo, estava voltado para o turismo de aventura e lá os visitantes podiam escolher roteiros em todo Brasil e até em alguns países como Argentina e Chile. Os mais aventureiros poderiam até programar um cruzeiro para Antarctica.

Havia também muitos atrativos onde os visitantes podiam experimentar um pouco de alguns esportes como, uma sala com barras enormes de gelo dispostas no chão de forma aleatória para simular a sensação de andar sobre gelo e, ainda, para os que gostam do frio, uma pista de esqui no gelo com 35 metros.

Para os chegados a uma poeira, haviam pistas de test drive off-road para carros e quadriciclos. Na água podíamos experimentar equipamentos de mergulho em tanque próprio, remar em caiaques e até velejar. E não faltou emoção pra quem gosta das alturas tinha também uma trilha de arvorismo. Foi a primeira edição da feira que pode contar com aviões montados, dois modelos da categoria ultraleve e um helicóptero expostos no piso térreo. “No ano passado o maior atrativo da feira para quem gosta de esportes aéreos foi um pára-quedas, como este ano trouxemos as aeronaves montadas, o público tem demonstrado muito interesse em vê-las de perto, além disso o número de contatos para vôos de demonstração foi bem mais significativo”, disse o piloto de testes da Air Fox, Lúcio Vidal.

Um museu do surf foi montado em plena feira, com um acervo de pranchas dos mais variados modelos desde a década de 30. Para quem nunca viu como as pranchas são fabricadas, havia uma sala de vidro para todos verem elas sendo feitas na hora.

Um ponto muito interessante foi o tema preservação da natureza, pois estes esportes dependem dela. Os organizadores tentaram fazer da feira um exemplo. Haviam cestos de coleta seletiva espalhados nos corredores e lá mesmo estava sendo feita a separação para destinar o lixo reciclável produzido na feira. Os números são impressionantes, segundo citou Sérgio Ultramari do Programa de Gestão e Sensibilização Ambiental “Na 4ª edição saíram da feira 20 caminhões de lixo para serem jogados no lixão, na 6ª edição foram 10 caminhões, no ano passado o número foi reduzido para 3 caminhões e para este ano a estimativa é de apenas 2 caminhões. Depois que implantamos esse programa o lixo enviado para os aterros sanitários foi reduzido significativamente, ou seja, só este ano foram reciclados e devidamente destinados em 4 dias de feira 1749k de papel, 2008k de plástico, 152k de lata, 95k de vidro e 3578k de reutilizáveis, fora o lixo da desmontagem da feira”.
Realmente foi um programa pra toda família aproveitar, principalmente no fim de semana, porém ao que parece o público deste ano foi mais qualitativo do que quantitativo, gerando um número maior de negócios. Será que o preço da entrada (R$ 18,00) teve alguma relação com este resultado?


Por Rosimery Velozo

sábado, 18 de agosto de 2007

Ginástica

Fabio Motta/AE
Diego Hypólito comemora o ouro no pódio
Impacto do Pan Rio 2007 na Ginástica Artística Brasileira

Com um total de 11 medalhas, sendo 4 ouros 2 pratas e 5 bronzes, a equipe brasileira de ginástica artística superou todos os resultados já conquistados neste tipo de competição. A equipe recheada de novos talentos, tanto no masculino quanto no feminino, fez uma bela apresentação ficando atrás apenas dos EUA.
Podemos sentir o impacto positivo causado pelos bons resultados desde já, pois para os atletas o Pan Rio 2007 faz parte do passado, o foco agora é o Mundial que acontecerá em setembro na Alemanha. E por ser uma competição classificatória para os Jogos Olímpicos de Pequim 2008, o Mundial é
encarado pelos atletas de forma ainda mais importante.
O ritmo de treinamentos deverá ser máximo e a empolgação também não vai ficar pra trás.
As gerações futuras da nossa ginástica só tem a ganhar com todo esse empenho, pois a cada competição estamos ficando mais fortes e melhores preparados, física e psicologicamente, para enfrentar a pressão que esses grandes eventos causam nos atletas.
Além disso, quando um esporte se destaca dessa forma, milhares de crianças e jovens passam a olhar para ele com mais interesse e vão em busca de mais conhecimento e aprendizagem, fator importante quando se trata de país onde os grandes ídolos do esporte estão concentrados em uma modalidade.
Poderíamos aproveitar o foco e dar mais importância para a ginástica artística fazendo uma boa cobertura do mundial e quem sabe ajudar a manter essa empolgação dos nossos atletas, impulsionando-os com toda força e garra para os Jogos Olímpicos de Pequim 2008.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Olá

Sejam bem vindos, espero que gostem das postagem ou que elas sejam úteis e por favor deixem suas opiniões, críticas ou sugestões.

Sejam felizes!!

Um grande beijo.

Rosi :) Feliz para sempre...