sábado, 10 de novembro de 2007

NIGHT BIKERS

Lazer noturno sobre duas rodas







Você que adora pedalar mas não quer enfrentar o calor do dia, o trânsito infernal, os perigos da cidade grande e não tem tempo de sobra, tenha calma e não desanime: junte-se aos Night Bikers. Além de praticar uma atividade física considerada pelos especialistas como das melhores para manter a boa forma e aumentar a qualidade de vida, você também poderá integrar-se a um grupo de pessoas descontraídas e que procuram ajudar uns aos outros da melhor forma possível.

A pioneira Renata Falzoni ao fundar o Night Bikers Clube em 1989, fez de São Paulo o primeiro estado brasileiro a praticar essa atividade, que hoje conta com uma gama de percursos e inúmeros praticantes. Outras cidades brasileiras como Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Aracaju também já aderiram a pratica dos passeios noturnos de bicicleta.

Em São Paulo existem vários grupos regulares e saídas para passeios noturnos quase todos os dias da semana, os mais conhecidos como o já citado Night Bikers Clube (
http://www.nightbikers.com) e o CAB – Clube dos Amigos da Bike (http://www.cab.com.br), disponibilizam em seus sites a programação da semana e várias outras informações sobre o mundo das pedaladas.

O guia José Maria Caminha ou “Zé”, como é chamado pelos colegas, aos 41 anos de idade, mais de 20 anos em contato com as “magrelas”, e uma experiência de 8 anos e meio como dono de loja especializada (
http://www.biketime.com.br) e realizando passeios, afirma que só adquiriu maior conhecimento sobre a cultura da bike, após uma temporada de 8 anos morando na Inglaterra. “Lá eles usam a bicicleta em prol de qualidade de vida, agora os brasileiros estão começando a tomar esse tipo de atitude, o que é muito bom”.

Porém, no Brasil a bicicleta ainda é vista por muitos, apenas como meio de transporte das classes baixas e como lazer de fim de semana, não lembram de seu uso para melhora da qualidade de vida como um todo. Afinal se mais pessoas usarem suas bikes como meio de transporte no dia-a-dia, certamente ocorrerá melhora na qualidade do ar e redução do sedentarismo, resultando em benefícios para toda sociedade.

“Sobre os passeios noturnos, tentamos mostrar aos praticantes dessa atividade, como a vista de certos lugares da cidade de São Paulo é diferente ao passar de bicicleta. O centro velho, por exemplo, é maravilhoso, e não é tão perigoso como todo mundo pensa. Esse é um mito que precisa ser quebrado”, disse José Maria.

Durante todos esses anos como guia José Maria nunca presenciou um acidente, roubo ou qualquer ameaça. Ele atribui esta segurança à forma como o grupo faz os passeios, com todos sempre bem concentrados, unidos e respeitando o trânsito, o que é mais importante. “É preciso saber entrar no ritmo de São Paulo. Não precisa se preocupar, você não será agredido”, disse.

Uma característica dos grupos de bicicleta é a preocupação mútua. Todos tentam se ajudar e um dos principais objetivos dos passeios noturnos é justamente a integração das pessoas. “Você pode interagir com pessoas diferentes do seu convívio diário, trocar idéias, espairecer, mas sem esquecer de pedalar”, falou Zé.

Existem regras básicas de segurança que devem ser seguidas, como o uso do capacete e de uma sinalização luminosa, além dos cuidados com a manutenção preventiva da bicicleta e noções básicas de primeiros socorros. Para manter o grupo sempre próximo os passeios são feitos com dois guias, um no começo e outro no final da fila, eles se comunicam por celular ou rádio sempre que ocorre algum imprevisto.

O trecho a ser percorrido muitas vezes é decidido minutos antes da saída e a forma de administrar o percurso é particular dos guias. José Maria não usa rota pré-estabelecida, prefere o tempo como fator determinante. Os passeios duram por volta de 2 horas e a distância varia muito, quando tem algum iniciante fica em torno de 16 km, já nos grupos mais experientes é possível alcançar marcas superiores a 30 Km, mas a distância não é o objetivo.

Além dos passeios noturnos pela Capital, alguns guias costumam organizar viagens pelas cidades das redondezas em busca de mais contato com a natureza, trilhas, rapel e rafting, são algumas das atividades que completam o passeio de bicicleta fora do asfalto.

Procurar uma loja especializada é a melhor forma para quem quer começar bem, pois existem bicicletas adequadas para todo tipo de pessoa, faixa etária e socioeconômica. “Existem pessoas que não pedalam por medo ou por achar que não se encaixam em certo padrão. Não existe padrão. Tem bike para terceira idade, para pessoas com problemas de peso, enfim, é só estar disposto e vir pedalar que você será bem acolhido em qualquer grupo. Pode ter certeza” salienta José Maria.

Diante da realidade caótica do trânsito e das grandes lotações nos transportes públicos das grandes capitais, o uso da bicicleta para se locomover seria uma boa saída para muita gente. Pensem nisso.


Um comentário:

  1. Anônimo7/1/08

    Muito interessante essa matéria!
    Agora até fiquei com vontade de me tornar um NIGHT BIKER!!! XD

    ResponderExcluir