domingo, 2 de setembro de 2007

Aventura no Ibirapuera

fotos: Julio Grande
Aventura no Ibirapuera

No dia 26 de agosto, foi encerrada a 8ª edição da Adventure Sports Fair. Os quatro pisos do Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, estavam repletos de stands atrativos e pelos corredores muita gente circulava em busca de uma novidade na área de aventura e esportes radicais.

A separação por setores só facilitou a visita. Os que se destacaram foram equipamentos, vestuários e calçados, turismo de natureza, bikes, veículos, esportes aquáticos, esportes aéreos e surf. Encontrava-se também alguns stands com artigos esportivos para academias e esportes tradicionais, porém o foco era mesmo a aventura. O segundo piso, por exemplo, estava voltado para o turismo de aventura e lá os visitantes podiam escolher roteiros em todo Brasil e até em alguns países como Argentina e Chile. Os mais aventureiros poderiam até programar um cruzeiro para Antarctica.

Havia também muitos atrativos onde os visitantes podiam experimentar um pouco de alguns esportes como, uma sala com barras enormes de gelo dispostas no chão de forma aleatória para simular a sensação de andar sobre gelo e, ainda, para os que gostam do frio, uma pista de esqui no gelo com 35 metros.

Para os chegados a uma poeira, haviam pistas de test drive off-road para carros e quadriciclos. Na água podíamos experimentar equipamentos de mergulho em tanque próprio, remar em caiaques e até velejar. E não faltou emoção pra quem gosta das alturas tinha também uma trilha de arvorismo. Foi a primeira edição da feira que pode contar com aviões montados, dois modelos da categoria ultraleve e um helicóptero expostos no piso térreo. “No ano passado o maior atrativo da feira para quem gosta de esportes aéreos foi um pára-quedas, como este ano trouxemos as aeronaves montadas, o público tem demonstrado muito interesse em vê-las de perto, além disso o número de contatos para vôos de demonstração foi bem mais significativo”, disse o piloto de testes da Air Fox, Lúcio Vidal.

Um museu do surf foi montado em plena feira, com um acervo de pranchas dos mais variados modelos desde a década de 30. Para quem nunca viu como as pranchas são fabricadas, havia uma sala de vidro para todos verem elas sendo feitas na hora.

Um ponto muito interessante foi o tema preservação da natureza, pois estes esportes dependem dela. Os organizadores tentaram fazer da feira um exemplo. Haviam cestos de coleta seletiva espalhados nos corredores e lá mesmo estava sendo feita a separação para destinar o lixo reciclável produzido na feira. Os números são impressionantes, segundo citou Sérgio Ultramari do Programa de Gestão e Sensibilização Ambiental “Na 4ª edição saíram da feira 20 caminhões de lixo para serem jogados no lixão, na 6ª edição foram 10 caminhões, no ano passado o número foi reduzido para 3 caminhões e para este ano a estimativa é de apenas 2 caminhões. Depois que implantamos esse programa o lixo enviado para os aterros sanitários foi reduzido significativamente, ou seja, só este ano foram reciclados e devidamente destinados em 4 dias de feira 1749k de papel, 2008k de plástico, 152k de lata, 95k de vidro e 3578k de reutilizáveis, fora o lixo da desmontagem da feira”.
Realmente foi um programa pra toda família aproveitar, principalmente no fim de semana, porém ao que parece o público deste ano foi mais qualitativo do que quantitativo, gerando um número maior de negócios. Será que o preço da entrada (R$ 18,00) teve alguma relação com este resultado?


Por Rosimery Velozo

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