sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Um Balanço da Ginástica Artística Brasileira nas Olimpíadas de Pequim 2008

Com o término das competições, ficou provado que o Brasil teve seu melhor desempenho em Jogos Olímpicos. As medalhas não vieram, mas o brilho dos nossos atletas foi intenso. Fazendo um balanço geral, o Brasil se classificou em cinco finais, inclusive por equipes, obteve a melhor colocação no individual geral feminino, melhor colocação de um ginasta brasileiro, e teve chances reais de alcançar uma medalha olímpica.
Foram vários os feitos inéditos. A classificação para final por equipes, com Ana Cláudia Silva, Jade Barbosa, Ethiene Franco, Daiane dos Santos, Laís Souza e Daniele Hypólito (8º lugar). Três atletas em finais - Jade Barbosa no salto (7º lugar) e 10º lugar no Individual Geral, com a melhor posição já alcançada por ginastas na nossa história, para esta categoria. Daiane dos Santos no solo (6º lugar) e Ana Claudia Silva no individual geral (22º lugar). E nosso herói Diego Hypólito foi o único brasileiro a entrar em uma final, alcançando um 6º lugar, no Solo, após ter se classificado com a melhor nota.
A evolução fica evidente ao compararmos com os resultados anteriores. Em Atenas 2004, tivemos o ginasta Mosiah Rodrigues, que ficou em 33º lugar no Individual Geral, até então nossa melhor posição no masculino. Já no feminino, a equipe ficou na 9ª posição, ou seja, não se classificou. No solo, a única atleta a se classificar para final foi Daiane dos Santos (5º lugar). No Individual Geral, tivemos Daniele Hypólito (12º lugar), Camila Comim (16º lugar), Ana Paula Rodrigues (27º lugar) e Laís Souza (34º lugar).
Em Sidney, tivemos apenas Daniele Hypólito (20º lugar) e Camila Comim (49º lugar) no Individual Geral, como nossas representantes.
Diante de resultados tão expressivos Eliane Martins, Chefe de Equipe da ginástica artística nos Jogos de Pequim, reforçou a importância da preparação feita pela Confederação no último ciclo olímpico. "Os resultados comprovam que evoluímos. Colocamos atletas em cinco finais olímpicas e, em alguns casos, com chances de brigar por medalhas. No fim, a medalha não veio, como esperado, mas o importante é observar a evolução da modalidade e os resultados obtidos nos últimos anos", disse em entrevista ao Comitê Olímpico Brasileiro.
Na mesma oportunidade Eliane acrescentou que a hora é de começar a planejar o próximo ciclo. "Vamos avaliar quais serão as modificações nas regras e, no ano que vem, começar a definir qual será o próximo grupo. Este ciclo acabou. A Confederação tem um trabalho bem feito e espero que possamos dar prosseguimento".
A equipe agora tem outra preocupação além da preparação para o próximo desafio. O técnico ucraniano Oleg Ostapenko terá seu contrato encerrado em setembro e pretende voltar a sua terra natal. Mas, antes disso, a Presidência da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) se reunirá com o técnico para definir seu futuro no comando da equipe.

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