DANDO A VOLTA POR CIMA
Maurren Maggi um exemplo de determinação em nova fase da carreira

Essa paulista nascida na cidade de São Carlos, com apenas 32 anos, 60 kg e 1,73 m de altura, já se tornou o maior nome da história do atletismo feminino no Brasil. Depois de comquistar a medalha de ouro nos Jogos Olimpicos de Pequim 2008, na prova salto em distância, com uma marca de 7,04m, Maurren Higa Maggi deixou seu nome gravado na história do esporte brasileiro.
Porém, sua trajetória de vitórias no atletismo começou bem antes, em 1999, quando ao alcançar a marca de 7,26m no Campeonato Sul-Americano de Bogotá, na Colômbia, tornou-se a recordista brasileira e sul-america do salto em distância; nesse mesmo ano Maurren foi campeã pan-americana em Winnipeg. Desde então ela saiu do anonimato para o rol de atletas da elite esportiva nacional.
Em 2000, apesar de ser uma das favoritas para a Olimpíada de Sydney (Austrália), devido uma lesão causada por uma queda durante uma das tentativas de salto, ela não conseguiu uma boa colocação, ficou na 25ª posição, e teve que adiar seu sonho de estar no pódio olímpico.
Continuando sua jornada em 2002, ela venceu o GP de atletismo, em Paris, e conquistou uma marca que lhe dava uma chance do bi pan-americano, em Santo Domingo (7,06m). Mas outra queda, e dessa vez bem mais dura, tirou novamente seu sonho do caminho. Um exame antidoping durante o Troféu Brasil de Atletismo (junho de 2003), acusou a presença da substância considerada proibida (Clostebol Metabolite), um anabolizante utilizado no fortalecimento muscular.
Mesmo alegando que a substância fora ingerida por meio de um creme dermatológico (Novaderm), como cicatrizante após uma sessão de depilação a laser, Maurren recebeu uma suspensão de dois anos e ficou de fora tanto do Pan-americano de Santo Domingo, em 2003, quanto da Olimpíada de Atenas, que aconteceria no ano seguinte. Durante o período de afastamento a atleta decidiu abandonar o esporte e casou-se com o piloto Antonio Pizzonia, dessa união nasceu sua filha Sofia, que se tornou seu maior incentivo para retornar ao esporte.
Maurren Maggi decidiu retomar sua carreira no início de 2006. Retornou aos treinamentos e obteve uma rápida readaptação, que ela atribuí a um amadurecimento pessoal. "Eu achei que fosse experiente, madura, mas vi que eu não sabia nada. Consegui bons resultados rápido porque tive força de vontade e determinação. A volta foi dolorosa, tanto na parte física como mental. Mas por ela, valeu", disse, referindo-se à filha.
Em julho de 2006, novamente na Colômbia, ela mostrou que estava de volta ao fazer a melhor marca das Américas e a sexta melhor do mundo no ano (6,84m). E para provar que deu a volta por cima, Maurren conquistou o bicampeonato pan-americano do salto em distância no Rio 2007, com mesma marca e ainda competiu pelo salto triplo ficando com o quarto lugar (14,07 m), devido ao cansaço causado pela primeira conquista.
Com seu sonho cada vez mais perto de se concretizar, a atleta continuou sua preparação olímpica e já no início de 2008; no Mundial de Atletismo Indoor, na Espanha, saltou 6,89m e ficou com a segunda colocação. Porém foi com a vitória no Troféu Brasil de Atletismo, em junho de 2008, que sua confiança para o ouro olímpico aumentou, ao atingir o segundo melhor salto do mundo no ano, com 6,99m.
Pequim 2008, o Estádio Olímpico chamado de Ninho de Pássaro, foi o cenário perfeito para Maurren finalmente realizar seu sonho. E já na primeira tentativa ela fez os 7,04m, que a levaram à tão sonhada medalha de ouro. Deixando a favorita, Tatyana Lebedeva da Rússia com a prata, por apenas um centímetro de diferença. Em um gesto de emoção e agradecimento ao povo chinês pelo apoio, Maggi saiu para a volta olímpica com a bandeira do Brasil sobre os ombros e uma pequena bandeira da China na mão direita. A vitória foi dedicada à filha, que assistiu à mãe do Brasil. Ao ouvir o hino nacional brasileiro do ponto mais alto no pódio olímpico, foi difícil conter a emoção.
Maurren Maggi um exemplo de determinação em nova fase da carreira

Essa paulista nascida na cidade de São Carlos, com apenas 32 anos, 60 kg e 1,73 m de altura, já se tornou o maior nome da história do atletismo feminino no Brasil. Depois de comquistar a medalha de ouro nos Jogos Olimpicos de Pequim 2008, na prova salto em distância, com uma marca de 7,04m, Maurren Higa Maggi deixou seu nome gravado na história do esporte brasileiro.
Porém, sua trajetória de vitórias no atletismo começou bem antes, em 1999, quando ao alcançar a marca de 7,26m no Campeonato Sul-Americano de Bogotá, na Colômbia, tornou-se a recordista brasileira e sul-america do salto em distância; nesse mesmo ano Maurren foi campeã pan-americana em Winnipeg. Desde então ela saiu do anonimato para o rol de atletas da elite esportiva nacional.
Em 2000, apesar de ser uma das favoritas para a Olimpíada de Sydney (Austrália), devido uma lesão causada por uma queda durante uma das tentativas de salto, ela não conseguiu uma boa colocação, ficou na 25ª posição, e teve que adiar seu sonho de estar no pódio olímpico.
Continuando sua jornada em 2002, ela venceu o GP de atletismo, em Paris, e conquistou uma marca que lhe dava uma chance do bi pan-americano, em Santo Domingo (7,06m). Mas outra queda, e dessa vez bem mais dura, tirou novamente seu sonho do caminho. Um exame antidoping durante o Troféu Brasil de Atletismo (junho de 2003), acusou a presença da substância considerada proibida (Clostebol Metabolite), um anabolizante utilizado no fortalecimento muscular.
Mesmo alegando que a substância fora ingerida por meio de um creme dermatológico (Novaderm), como cicatrizante após uma sessão de depilação a laser, Maurren recebeu uma suspensão de dois anos e ficou de fora tanto do Pan-americano de Santo Domingo, em 2003, quanto da Olimpíada de Atenas, que aconteceria no ano seguinte. Durante o período de afastamento a atleta decidiu abandonar o esporte e casou-se com o piloto Antonio Pizzonia, dessa união nasceu sua filha Sofia, que se tornou seu maior incentivo para retornar ao esporte.
Maurren Maggi decidiu retomar sua carreira no início de 2006. Retornou aos treinamentos e obteve uma rápida readaptação, que ela atribuí a um amadurecimento pessoal. "Eu achei que fosse experiente, madura, mas vi que eu não sabia nada. Consegui bons resultados rápido porque tive força de vontade e determinação. A volta foi dolorosa, tanto na parte física como mental. Mas por ela, valeu", disse, referindo-se à filha.
Em julho de 2006, novamente na Colômbia, ela mostrou que estava de volta ao fazer a melhor marca das Américas e a sexta melhor do mundo no ano (6,84m). E para provar que deu a volta por cima, Maurren conquistou o bicampeonato pan-americano do salto em distância no Rio 2007, com mesma marca e ainda competiu pelo salto triplo ficando com o quarto lugar (14,07 m), devido ao cansaço causado pela primeira conquista.
Com seu sonho cada vez mais perto de se concretizar, a atleta continuou sua preparação olímpica e já no início de 2008; no Mundial de Atletismo Indoor, na Espanha, saltou 6,89m e ficou com a segunda colocação. Porém foi com a vitória no Troféu Brasil de Atletismo, em junho de 2008, que sua confiança para o ouro olímpico aumentou, ao atingir o segundo melhor salto do mundo no ano, com 6,99m.
Pequim 2008, o Estádio Olímpico chamado de Ninho de Pássaro, foi o cenário perfeito para Maurren finalmente realizar seu sonho. E já na primeira tentativa ela fez os 7,04m, que a levaram à tão sonhada medalha de ouro. Deixando a favorita, Tatyana Lebedeva da Rússia com a prata, por apenas um centímetro de diferença. Em um gesto de emoção e agradecimento ao povo chinês pelo apoio, Maggi saiu para a volta olímpica com a bandeira do Brasil sobre os ombros e uma pequena bandeira da China na mão direita. A vitória foi dedicada à filha, que assistiu à mãe do Brasil. Ao ouvir o hino nacional brasileiro do ponto mais alto no pódio olímpico, foi difícil conter a emoção.
Muito bacana, esse perfil da Maurren, vc deveria elaborar outros...Parabéns!
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