segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Crise na Confederação Brasileira de Desportos para Cegos

Por Rosimery Velozo

Falta de patrocínio pode prejudicar atletas com deficiência visual.

Após o sucesso dos III Jogos Mundiais de Cegos, que aconteceram entre 28 de julho e 08 de agosto em São Paulo e São Caetano do Sul (SP) e dos Jogos Pan-americanos Rio 2007, a CBDC – (Confederação Brasileira de Desportos para Cegos) esta atravessando um período difícil por falta de recursos, até mesmo o cronograma de competições ainda não esta confirmado o que pode acarretar no cancelamento de alguns jogos que estavam previstos para os próximos meses.
O mais impressionantes é que apesar de todo sucesso nos Jogos Mundiais onde nossos atletas atingiram resultados incríveis, tanto que o Brasil acabou em terceiro lugar no quadro geral de medalhas e foi o grande campeão do atletismo. Somos os melhores do mundo na modalidade! Os recursos financeiros provenientes de apoios e patrocínios não foram suficientes para cobrir os custos da competição, que foi o maior evento realizado pela Confederação ao longo dos seus 23 anos de existência, o que deixou a CBDC (Confederação Brasileira de Desportos para Cegos) com um déficit de cerca de R$1,5 milhão.
Segundo carta do Presidente David Farias Costa publicada no site oficial
www.cbdc.org.br , este é apenas mais um momento de dificuldade que a CBDC esta atravessando. “E assim como todos os outros, vamos superar! Temos certeza disso!” e mais “Sabemos da importância do nosso trabalho, fazemos com base numa ideologia sólida. Somos apaixonados por isso. E a recompensa de todo este trabalho serão os grandes resultados na Paraolimpíada de Pequim 2008”.
Aproveita também para divulgar que em breve haverá o lançamento da “CAMPANHA NACIONAL DE APOIO AO ESPORTE DE CEGOS”. Como uma das medidas para recuperar fundos e cumprir com compromissos já adquiridos.
Porém o que mais decepciona no nosso pais é que após a publicação desta carta nada nem ninguém se manifestou em prol desta instituição que sempre fez tudo que pôde para valorizar seus atletas. Recentemente soubemos que a situação está tão complicada que começaram a dispensar a maior parte dos funcionários.
Cadê nossos dirigentes? Onde estão o Comitê Paraolímpico Brasileiro, o Ministério do Esporte, a Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo e todos os outros órgãos relacionados. É mesmo verdade que nada será feito? O que mais precisa acontecer para alguém se mexer?
Veja carta na integra em:
http://www.cbdc.org.br/novo_site/midiabiblioteca/documentos/221/533.doc

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Arena no Vale


As 14 horas do dia 22 de setembro foi dada a largada para 24 horas de esportes em São Paulo. Foi a Virada Esportiva uma realização da Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação com a Prefeitura da cidade.

Um destaque foi a Arena no Vale, um campo montado em plano vale do Anhangabaú, patrocinado pela Federação Paulista de Futebol Society que forneceu juizes e mesários para acompanharem todo o evento. O primeiro jogo durou 1 hora e 15 minutos, com dois times femininos e a partir daí a cada 30 min as substituições dos jogadores aconteciam como são feitas no jogos tradicionais, sendo sempre um de cada vez e sem interromper o jogo, ou seja, não houve intervalos entre os jogos. Apesar disso em momento algum faltou voluntário para entrar no jogo, e em alguns horários havia até fila de espera.
Não estipularam limite de idade, mas os 631 participantes tinham entre 8 e 50 anos. Foram crianças, jovens, adultos, homens e mulheres que aos poucos formavam times por categorias. Entre pessoas que se organizaram para participar, como taxistas, garis, comerciários e motoboys, haviam aqueles que resolveram entrar no jogo ali mesmo. Com um total de 727 gols (media de 1,15 por jogador) em 24 horas, além de ter proporcionado uma integração esportiva para comunidade, há a possibilidade do evento entrar no livro dos recordes.

Além desta Arena foram mais de 230 locais espalhados pelos 4 cantos da cidade com atividades variadas como, corrida, natação, night bikers, dança, tênis de mesa e de quadra, ginástica, skate, peteca, vôlei, basquete, truco, xadrez, esgrima, yoga, futebol e muito mais.

Mais uma iniciativa para incentivar a prática de esportes, mobilizando um grande número de pessoas de todas as classes e idades.
Na opinião da profissional de Educação Física Regina Helena Conceição Oliveira, coordenadora da Arena no Anhangabaú, eventos deste tipo deveriam acontecer com mais freqüência, pois é a falta de materiais e locais adequados para a prática de esportes, que impede uma grande parcela da população de praticá-los.
“Este evento só provou que a população quer sim praticar esportes, e mais, tivemos aqui uma mostra de como através de um esporte podemos levar lazer e entretenimento a tantas pessoas diferentes, fazendo com que elas troquem experiências e sintam-se mais parte da comunidade onde vivem. Precisamos mobilizar mais nossa comunidade e nossos governantes em prol deste tipo de iniciativa” disse.

É isso aí pessoal, o esporte esta ganhando cada vez mais espaço e esperamos que as pessoas tenham acesso a sua prática de forma livre e fácil em ambientes públicos, como praças e parques bem estruturados.